sábado, 9 de agosto de 2008

A Igreja Católica e os Jogos Olímpicos



Rádio Vaticano


Aberto os Jogos Olímpicos em Pequim, na China. Em vista deste grande evento esportivo mundial, a Igreja local se mobilizou para dar assistência espiritual, formação, acolhimento e segurança aos atletas e turistas.


"As 20 igrejas católicas de Pequim, o maior Seminário e a diocese local abrem suas portas aos visitantes", declarou o Padre Matthew Zhen Xuebin, responsável diocesano, para a assistência durante os Jogos Olímpicos.


Os voluntários leigos foram treinados para o acolhimento dos fiéis católicos no país. "Tudo está pronto", disse o Padre Matthew Zhen. Um dos principais objetivos é a segurança também para as igrejas: elas têm que ser vigiadas para prevenir eventuais incêndios, roubos e atividades terroristas.


Neste sentido, a Igreja Católica terá uma significativa presença nos Jogos Olímpicos de Pequim, graças à "abertura que a China está demonstrando", disse, por sua vez, o Padre Kevin Lixey, Diretor do Setor Igreja e Esporte do Pontifício Conselho para os Leigos.


Em declarações à imprensa, o Padre Lixey assinalou que "embora não tenha havido convite formal aos representantes do Vaticano, por parte do Comitê Olímpico Internacional, os Bispos locais marcarão presença no evento esportivo".


"Em relação à participação da Igreja Católica de outros países, estarão presentes nos Jogos de Pequim capelães de várias nações, como Itália, Polônia, Alemanha", acrescentou Padre Kevin Lixey, que revelou ainda que o "Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joachim Meisner, acompanha a equipe olímpica alemã até a capital chinesa".


"Esta presença é possível porque, com os Jogos Olímpicos, a China abre as portas ao mundo e o mundo vai para a China", declarou o representante do Pontifício Conselho para os Leigos, que assinalou, por fim, que o Vaticano viu com agrado "a decisão de que se celebrem Missas, em algumas igrejas e em diversos idiomas, em Pequim, para os fiéis presentes nos Jogos".


O Vaticano e a China Desde que foi eleito Papa, em 19 de abril de 2005, Bento XVI tem expressado a sua esperança no reatamento das relações entre o Vaticano e a China, interrompidas desde a Revolução Cultural e a subida ao poder de Mao Tsé-Tung. Desde o início deste pontificado registaram-se vários sinais de aproximação e de expressão de mútua boa vontade.


Por outro lado, a realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, a partir de hoje até o próximo dia 28, tem sido ocasião para Bento XVI enviar suas mensagens para o bom êxito do acontecimento esportivo, na paz e na fraternidade.


Domingo passado, o Papa aproveitou a oração do Ângelus, em Bressanone, onde se encontra de férias, para enviar a sua saudação à China, aos organizadores dos Jogos e a todos os participantes, "em primeiro lugar aos atletas, com os votos de que cada um possa dar o melhor de si, no genuíno espírito olímpico"


"Sigo com profunda simpatia este grande encontro esportivo, o mais importante e aguardado em nível mundial, e exprimo os mais vivos votos de que ele ofereça à comunidade internacional um válido exemplo de convivência entre pessoas das mais diversas proveniências, no respeito pela dignidade comum. Que o esporte possa, mais uma vez, ser penhor de fraternidade e de paz entre os povos", disse o Papa.


Tal interesse do Santo Padre pela China foi expresso também, na última quarta-feira, ao visitar a casa natal de São José Freinademetz (1852-1908), missionário que dedicou toda a sua vida à evangelização da China.


Na ocasião, o Bispo de Roma declarou que "a China mostra ter um papel importante na vida política, econômica e também ideológico no contexto mundial". Aqui, Bento XVI fez votos de que "este grande país se abra ao Evangelho".


Os Jogos Olímpicos de Pequim coincidem com a celebração do centenário de morte de São José Freinademetz, da Congregação dos Missionários do Verbo Divino, que dedicou sua existência à evangelização da China.


Com efeito, parte dos Jogos Olímpicos, isto é, as regatas marítimas, será em Qingdao, um lugar na história dos Missionários Verbitas, graças à ação apostólica de São José Freinademetz. Qingdao era um território ocupado pelos alemães em 1897. Ali o santo missionário Verbita trabalhou por 30 anos.


Enfim, no dia 7 de maio passado, quando a Orquestra Filarmônica da China ofereceu um concerto ao Papa, no Vaticano, o Pontífice se dirigiu a "todos os habitantes da China", recordando a importância dos Jogos de Pequim 2008, uma manifestação que vai além do esporte. "Os chineses", disse, "se preparam para viver um momento de grande valor para toda a humanidade".

Retiro do clero


No período de 4 á 8 de agosto aconteceu no Centro de Treinamentos de Liderança em Itapuã (CTL), o retiro do clero da Arquidiocese de Salvador. Orientado pelo Arcebispo de Manaus-AM, Dom Luis Viana Soares, o retiro teve o seguinte tema: A conversão Pastoral e Renovação Missionária á luz dos ensinamentos Paulinos.

O encerramento aconteceu no dia 8 durante a solene celebração eucaristica de ação de graças pelos trinta anos de ordenação episcopal de Dom Geraldo Magella, cardeal Arcebispo de Salvador.

Vigília da Transfiguração



No dia 2 de agosto, a partir das 18 h foi realizada em nossa paróquia a Vigília da Transfiguração. Durante a primeira metade da noite os paroquianos, confraternizaram-se, rezaram e refletiram sobre o tema: Escolhe, pois a vida. Cada um dos momentos foram preparados pelas pastorais e movimentos da paróquia usando de bom gosto e criatividade.
As 24,h, deu-se o início da celebração da missa de encerramento da Vigília que já é tradição em muitas paróquias da Arquidiocese de Salvador/BA.

Oração pela paz


No dia primeiro de agosto, a igreja Jesus de Nazaré, abriu suas portas as 8 h e permaneceu aberta durante todo o dia, para oração pela paz na cidade de Salvador. Os fiéis, unidos, rezaram pela paz e pelas vítimas da violência em nossa cidade.
No final do dia foi dada na porta da Igreja a benção com o Santíssimo Sacramento, enquanto que em outras igrejas de Salvador também se realizou o mesmo ato litúrgico. Após a benção foi celebrada uma missa pela paz.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Semana da Familia


A Comissão Arquidiocesana de Pastoral Familiar convida para a abertura da Semana Nacional da Família no dia 9 de agosto, a partir das 13 horas, no Campus da Federação da Universidade Católica do Salvador. Na programação, momentos de louvor, reflexões, Celebração Eucarística, arte e cultura.

Semana da Família na Paróquia Jesus de Nazaré

De 10 a 17 de agosto realiza-se a Semana Nacional da Família, com o tema “Acreditar na família é construir o futuro”. O objetivo é fazer com que toda a sociedade reflita e promova os valores humanos e cristãos da família, como amor, amizade, partilha, solidariedade, justiça e comunhão. Para celebrar este evento nossa paróquia organizou a seguinte programação:
• 10/08 (Dom) – Abertura da Semana da Família
• 11/08 (Seg) – Palestra sobre a dignidade da Família Cristã
• 12/08 (Ter) – Missa da entrega, casais ECC
• 13/08 (Qua) – Celebração da Semana da Família na forania
• 14/08 (Qui) – Hora Santa pelas famílias
• 15 a 17/08 – III Encontro de Casais com Cristo
• 17/08 (Dom) – Encerramento da Semana da Família

domingo, 3 de agosto de 2008

Primeiro Domingo (dia 2 de agosto): Dia do Padre


No primeiro domingo do mês vocacional, motivados pela festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos párocos, celebramos o dia do padre. Haveria necessidade de um dia especialmente para o padre? Do ponto de vista da comunidade eclesial é importante ressaltar o lugar e a missão de todos os ministros ordenados, ou seja, os diáconos, os padres e os bispos. O 1º Congresso Vocacional do Brasil, realizado em 1999, diz que a vocação dos ministros ordenados está a serviço das outras vocações. Logo, é serviço que organiza os demais serviços.

Trata-se de um ministério em função dos outros serviços da comunidade. Evidentemente o padre, ou o sacerdote, o presbítero, como costumamos chamar, tem na vida da comunidade um valor muito grande. Desde que Jesus confiou a São Pedro o cuidado e pastoreio do rebanho, a Igreja sabe que a origem do ministério ordenado, também do padre, está no seguimento de Jesus e no seu chamado aos apóstolos, a quem confiou a missão de evangelizar.

Ao padre – pai – compete ser sinal da unidade de todo o povo de Deus, contribuindo, pela caridade pastoral, para a edificação e o crescimento da comunidade, de forma que ela seja cada vez mais evangelizadora e missionária. Rezemos muito pela perseverança e fidelidade de nossos presbíteros. Supliquemos ao Senhor da Messe para que envie para a nossa cidade muitos e santos padres. No dia do padre vamos elevar nossa ação de graças a Deus e expressar nossa gratidão, carinho e afeto para com os padres de nossas comunidades.

Eles foram escolhidos por Deus, chamados por Jesus e enviados pelo Espírito Santo.

sábado, 2 de agosto de 2008

Encerramento do mês do dízimo


A pastoral do dízimo realizou nos dias 24, 25 e 26 de julho o tríduo do dízimo, durante o qual se refletiu sobre as dimenções; religiosa, missionária e social da pastoral do dízimo.

No dia 27, ultimo domingo de julho, mês do dízimo, foi celebrada a partilha de todos nossos dizimistas. Após a celebração da missa , a comunidade paróquial partilhou um bolo com todas as pessoas que se fizeram presentes ao evento.

Catequese


A catequese da nossa paróquia tem nove turmas de catequisandos que se preparam para receber os sacramentos de iniciação cristã; batismo, eucaristia e crisma. São crianças, adolescentes e adultos que estão sendo orientados, semanalmente, pelas nossas catequistas.
Então, o que é catequese?
Catequese é fazer ecoar o que vem do alto. A catequese tem o objetivo de instruir, informar, transmitir, ensinar de viva voz; portanto: “Catequese é um processo dinâmico e abran­gente da educação da fé, da doutrina cristã, a fim de iniciar na plenitude da vida cristã e ajuda as pessoas a se encontrarem com Cristo e a caminhar com Ele.
Catequese é o aprofun­damento da fé daqueles que já se converteram, mas sentem necessidade de conhecer mais detalhadamente a pessoa, o ensinamento e a prática de JESUS”. Ela busca sempre unir fé e vida, ajudando as pessoas a crescer segundo a vontade e os projetos de DEUS.
Portanto catequese não é um curso que tem fim. Devemos, cada vez mais, buscar conhecimentos ligados à nossa muito amada Igreja Católica. Nós entramos para a catequese para conhecer e amar a DEUS e dela nunca devemos sair.

São Paulo, Apóstolo


Dom Geraldo M. Agnelo, cardeal Arcebispo de Salvador


O propósito da viagem de Saulo a Damasco é defender a causa de Deus, guardar a pureza da revelação. A situação explodira anos antes em Jerusalém, numa das sinagogas de judeus de língua grega.


Saulo recorda bem a cena: as palavras arriscadas de Estevão contra a Lei e o templo; a acusação, a sentença, a lapidação. Ele esteve presente. Como um tumor, a heresia dos “discípulos do Caminho”, depois chamados “cristãos”, havia se difundido, criando “desordens” entre o povo. As autoridades intervinham de modo drástico. Os mesmos problemas verificavam-se além dos confins da Judéia.
O Sinédrio de Jerusalém, com autoridade moral sobre as sinagogas espalhadas pelo império, enviava emissários para conter a situação. Saulo é um deles. Um Messias crucificado.. que imbecilidade! Pessoas inteligentes podem chegar a tanto?
Saulo antevê os muros de Damasco. As energias perdidas no caminho se renovam, o ânimo se acende, o espírito se prepara para o encontro com as autoridades da sinagoga local. A luz do dia é forte: meio dia, faltam poucos quilômetros, mas, improvisamente a viagem é truncada. O sol se apaga. Um incidente? Não. Uma emboscada? Um violento choque na encruzilhada? Um terrível impacto? Sim. Uma ruptura interior? Sobretudo.
Saulo tentará explicar o que lhe sucedera: luz, voz, queda, cegueira, revelação, graça… Uma coisa é clara: Saulo foi raptado interiormente. Uma experiência que muda violentamente o centro de orientação da sua vida.
Não existe outro Evangelho! Para Paulo o Evangelho é uma pessoa viva dentro de si: Jesus de Nazaré. A boa notícia não é tanto o que decorre do estupor confuso, diante de um túmulo vazio, na manhã daquele primeiro dia da semana depois do sábado da Páscoa do ano 30 d.C., mas a experiência do Cristo vivo em seu coração, que de dentro repete o seu anúncio e revive o seu mistério pascal. O Evangelho é Ele, Mestre interior e Pastor incansável, que se serve da mente, da vontade, do coração, das forças físicas dos fiéis para pensar, querer, amar, agir. Uma força interior que dilata todas as dimensões da personalidade.
Não existe outro Evangelho. Este é o grande fruto da experiência de Damasco que revolucionou o mundo interior de Paulo. Tudo mais é nada: ser hebreu, pertencente à tríbu de Benjamim, circuncidado, a formação farisaica… Nada pode ser equiparado ao conhecimento de Jesus Cristo, à experiência de ter sido por ele arrebatado, preso, conquistado.
Escrevendo aos irmãos gálatas, 1, 8, o apóstolo é ainda mais drástico e declara: “Se nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse Evangelho diverso daquele que vos pregamos, seja anátema. Não existe outro Evangelho”.
A identidade cristã deve gratidão a Paulo pela sua firmeza, quando “os discípulos do Caminho” foram tentados a identificar-se como nova corrente religiosa do judaísmo do primeiro século. Paulo os liberta de seus medos, tira-os de suas seguranças, desmascara compromissos aninhados em seus pensamentos. Não existe outro Evangelho.
O suporte da existência não pode ser substituído nem com a observância da Lei, nem com a prática da circuncisão: no centro está Cristo, somente Ele. E se está Cristo, existem dois braços estendidos, à direita e à esquerda: aos judeus e aos pagãos, aos escravos e aos cidadãos livres, aos homens e às mulheres. O universalismo de Paulo, verdadeiro, fecundo, nasce aqui, não em Tarso. Em Cristo, com Cristo, por Cristo. Não existe outro Evangelho.
“Com o exemplo de Paulo e das primeiras comunidades, é urgente desenvolver as ocasiões de diálogo com nossos contemporâneos, sobretudo onde se joga o futuro do homem e da humanidade. Os areópagos que solicitam hoje o testemunho dos cristãos são numerosos; eu vos encorajo a estar presentes no mundo. Como o profeta Isaias, os cristãos são colocados quais sentinelas em cima da muralha, para discernir os desafios humanos das situações presentes, para perceber na sociedade os germes de esperança e para mostrar ao mundo a luz da Páscoa, que ilumina com um novo dia todas as realidades humanas” (João Paulo II, 5 de maio de 2001).