sábado, 4 de outubro de 2008

Carta de D. Geraldo sobre Celebração do Matrimônio



Caríssimos Sacerdotes, Diáconos, Religiosos, Religiosas e Fiéis,

Saudação e Bênção no Senhor!

1. Considerações
1.1. Considerando as exigências canônicas, doutrinárias e litúrgicas para a válida, lícita e frutuosa celebração do Sacramento do Matrimônio;
1.2. Considerando o que meus predecessores haviam estabelecido;
1.3. Considerando as muitas e freqüentes solicitações para que algumas celebrações sejam realizadas em lugares distintos daqueles em que tradicionalmente são cumpridos;

2. Solicitei do Conselho Episcopal e dos Vigários Forâneos estudo de possível autorização que poderia ser dada, após conscienciosa consideração particular da situação dos nubentes, em vista da celebração em lugares dignos afora as igrejas matrizes, comunidades e capelas provisionadas, como prescreve o cânon 1115 do CDC.

3. Não se trata de modificar o rito ou de se permitirem acréscimos ao rito aprovado e usado em nossa Igreja, mas de levar em consideração a situação especial de nubentes e seus pais. O fundamental é que possam usufruir com maior proveito da graça do Sacramento relacionado com a comunidade eclesial, razão pela qual deverá sempre ser celebrado nos lugares privilegiados do encontro da mesma Comunidade, sinais de sua identidade católica de Povo de Deus.

4. Todo o nosso empenho pastoral está voltado para que a celebração dos Sacramentos revele o mistério da divina graça de modo único nas suas propriedades.

5. O Matrimônio, em especial, manifesta claramente que os cônjuges, ao se consagrarem um ao outro, simbolizam o mistério da união e do amor fecundo entre Cristo e a Igreja e dele participam pelo seu amor (Diretório Litúrgico n.249).

6. Por isso, recomenda-se insistentemente aos noivos que se aproximem dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia para que, acolhendo a misericórdia e nutridos pelo Corpo e Sangue do Senhor, sejam fortalecidos em seus bons propósitos de assumir os deveres inerentes à aliança matrimonial e para viverem cotidianamente a santidade da família cristã, iniciada pela vocação vinda do próprio Deus e fundada pelo sacramento a ser celebrado.

7. Situações humanas que poderão justificar a indispensável autorização do Arcebispo Metropolitano para que a celebração do Matrimônio seja realizada licitamente em lugares não habituais, a pedido do Pároco ou Administrador Paroquial, com sua criteriosa apreciação pastoral:

7.1. O matrimônio entre parte católica e outra não-católica, batizada e outra não-batizada.
7.2. Incapacidade irreversível de locomoção de um dos nubentes.
7.3. Incapacidade grave de locomoção ou estágio grave de doença de pais e avós dos nubentes.
7.4. O privilégio da idade, concedido em favor dos nubentes desejosos de reunir apenas os familiares e os amigos mais próximos na celebração.
7.5. Observações:
1. Para validade da celebração são requeridas duas testemunhas (Cânon 1108). No caso de casamento religioso com efeito civil, as duas testemunhas devem ser as mesmas a assinarem nos dois termos.
2. A alegação do estado de pobreza não justifica a celebração fora do lugar habitual. A caridade fraterna agirá com sensibilidade pastoral.

8. Lugares excepcionais a serem julgados para celebração:
8.1. A residência mesma dos nubentes, lugar da nova família.
8.2. A residência dos pais dos nubentes, onde receberam a iniciação na fé e testemunho da santidade da família.

9. Nota importante:
9.1. Nos casos acima, observe-se também que haja clara distinção entre o lugar da celebração do Rito do Matrimônio e o da comemoração das bodas.
9.2. Estas normas se aplicam para a celebração do Matrimônio dentro ou fora da missa.

10. Lugares vetados para a celebração do Matrimônio:
Permanece a proibição da celebração do Matrimônio em Casas de Cerimoniais, Hotéis, Clubes esportivos, Locais de lazer, Sítios, Chácaras e Fazendas.

11. OBSERVAÇÕES FINAIS:
11.1. É de gravíssima responsabilidade dos pastores, a quem compete a jurisdição sobre os nubentes, prepararem os mesmos sobre a natureza do Sacramento, os deveres dos contraentes, bem como a preparação do ato celebrativo do Matrimônio. Está em jogo a própria validade do Matrimônio.

11.2. Cabe ao presidente, presbítero ou diácono, cuidar da digna celebração do ato litúrgico.
11.3. As igrejas não poderão sofrer modificações no seu recinto, nem nos seus objetos litúrgicos.
11.4. Os Cerimoniais não podem determinar nenhuma modificação no interior do recinto da celebração, nem no ritual.
11.5. Observem-se cuidadosamente as prescrições do Diretório Litúrgico Arquidiocesano.
11.6. Por fim, recordo aos presbíteros e diáconos que assistirem a celebração do matrimônio, por jurisdição própria ou delegação, que são eles os Pastores imediatos e educadores da fé a ser comunicada, proclamada e vivida por todos os cristãos.

Que tudo seja observado para a maior glória de Deus e o bem das almas.

A todos Deus abençoe.

Seja lida esta carta para os fiéis e devidamente registrada no Livro de Tombo.

Dado e passado em nossa Cúria Arquidiocesana Bom Pastor, no dia 1º de outubro de 2008.



Dom Geraldo Majella Agnelo
Cardeal Arcebispo de São Salvador da Bahia
Primaz do Brasil

Vida para todos os povos


No dia 19 de outubro, penúltimo domingo do Mês Missionário, celebramos o Dia Mundial das Missões com orações, iniciativas e coletas em favor do trabalho de evangelização no mundo. As ofertas desse dia devem ser destinadas integralmente à Missão universal da Igreja e enviadas às Pontifícias Obras Missionárias – POM, por meio das dioceses. É uma oportunidade para mostramos nosso interesse e compromisso com as Missões aqui e além-fronteiras. As iniciativas propostas devem servir de estímulo para uma conversão pastoral e renovação missionária das comunidades cristãs (Cf. DA 370).

No Brasil, o tema da Campanha Missionária 2008 é “Vida para todos os Povos!” em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade, “Escolhe, pois, a Vida” (Dt 30, 19). O apelo proposto requer respostas urgentes uma vez que os problemas que ameaçam a vida da humanidade são tantos! Os povos espalhados pelo mundo esperam da comunidade missionária, pelo menos algumas soluções para garantir condições melhores em suas vidas tão fragilizadas, nas mais diversas manifestações e estágios. Conforme bem lembrou dom Erwin Kräutler, bispo de Xingu, PA, na sua profética intervenção durante o Congresso Americano Missionário – CAM 3 - Comla 8, realizado no mês de agosto, em Quito, “a humanidade pergunta a nós, comunidade missionária, que ‘recebeu a missão de anunciar o Reino de Cristo e de Deus’ (LG 6): o que significa o anúncio deste Reino para os grandes problemas que ameaçam a humanidade? Qual é a contribuição (relevância) da comunidade missionária para a solução desses problemas?... E nós, comunidade missionária, nos perguntamos: quais são esses problemas e qual é a solução que podemos oferecer ao mundo, à humanidade e, sobretudo aos pobres? Esses problemas têm solução?”

Faz parte da natureza do cristão possuir um coração universal, inflamado de solidariedade e caridade, marca do discípulo missionário de Jesus Cristo que deu sua vida pela humanidade. Nesse sentido, as preocupações dos outros deveriam ser também as nossas. Ao lançar um olhar para a vida de todos os povos, a Campanha Missionária 2008 quer recuperar a natureza da vocação cristã. Encontramos uma maneira de aprofundar a nossa reflexão e avançar. Pensar no essencial da vida cristã nos leva a pensar também na sobrevivência da própria Igreja: discípula missionária de Jesus. Uma comunidade que se fecha sobre si mesma está destinada a morrer. É por isso que o Documento de Aparecida, desejando renovar a Igreja fala do nosso compromisso com a missão Ad Gentes. “Nossa capacidade de compartilhar nossos dons espirituais, humanos e materiais com outras Igrejas confirmará a autenticidade de nossa nova abertura missionária” (DA 379).

Fica claro que a sobrevivência da nossa Igreja depende da sua ação missionária, indo além de suas próprias fronteiras, sejam geográficas, culturais ou pessoais. Somente quando a Igreja peregrina no mundo viver seu mandato missionário revelará a sua verdadeira natureza. “Pois ela se origina da missão do Filho e da missão do Espírito Santo, segundo o desígnio de Deus Pai” (AG 2).Jaime Carlos Patias, imc, diretor da revista Missões, mestre em comunicação. Subsídios da Campanha Missionária 2008: www.pom.org.br/cm2008Ver também, revista Missões, N. 08, Outubro de 2008.

Sinodo dos Bispos começa neste domingo


Eclesia


Entre 5 e 26 de outubro, 254 delegados tomam parte na XII Assembléia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos, com mais tempo para intervenções livres e várias novidades de vulto. O tema desta reunião magna dos episcopados mundiais, escolhido por Bento XVI, será "A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja"

.Em coletiva de imprensa realizada hoje, 3, no Vaticano, o secretário-geral do Sínodo, Dom Nikola Eterović, destacou a importância da "discussão livre" neste encontro. O espaço para este debate acontece entre as 18 e as 19 horas de cada dia de trabalhos (hora local)


.Novidades metodológicas

Cada padre sinodal terá à sua disposição cinco minutos para a sua "intervenção oficial". Em 6 de outubro, haverá momentos livres de debate após cinco relações, de 10 minutos cada, sobre a forma como cada continente acolhe a Bíblia.

Esta novidade metodológica permitirá ter informações mais precisas sobre a realidade da Igreja nos quatro cantos do mundo.

Participam deste Sínodo, entre os 253 delegados, 51 da África, 62 da América, 42 da Ásia, 90 da Europa e 9 da Oceânia, 41 peritos (de 23 países), 37 auditores (de 26 países) e representantes de 10 Igrejas e comunidades eclesiais não católicas.

Entre as novidades desta Assembléia Sinodal, destaca-se a presença de 25 mulheres (6 peritas, 19 auditoras).

Fato histórico é a intervenção, prevista para o dia 6, do Rabino Yashyv Cohen, que irá falar da forma como o povo judaico lê e interpreta a Escritura, em grande parte partilhada pela Igreja. Será a primeira vez que um não cristão toma a palavra num Sínodo dos Bispos.

Em 18 de outubro, sábado, terá lugar uma cerimônia ecumênica, presidida pelo Papa Bento XVI e o Patriarca de Constantinopla (Ortodoxo), Bartolomeu I que, num gesto também inédito, se irá dirigir aos padres sinodais.

O Papa irá presidir, durante o Sínodo, a quatro Celebrações Eucarísticas, a primeira logo no domingo, 5, na Basílica de São Paulo fora de muros, a primeira vez que um Sínodo dos Bispos sai da Basílica de São Pedro, como forma de assinalar o Ano Paulino.

A cerimônia conclusiva acontece em 26 de outubro. Antes, em 12 de outubro, Bento XVI preside a canonização de quatro beatos e a Missa que assinala o 50º aniversário da morte de Pio XII.Dom Nikola Eterović explicou ainda que a presença de Bispos chineses se limita aos de Hong Kong e Macau porque "não foi possível chegar a um acordo com as autoridades" da China continental.

A minha alma tem sede de Deus


Maria S. Martis Lourenço


O Salmo 62 reflete, perfeitamente, a dimensão espiritual do homem. Isso mesmo. Não somos somente corpo e psique, possuímos também uma dimensão espiritual que abrange todo o nosso ser e nos envolve por completo.
Uma das funções dessa dimensão espiritual é buscar o sentido último de nossa vida, ou seja, a nossa volta à casa do Pai. Somos criaturas; somos criados, gerados e feitos para uma finalidade e, quando isso se cumpre e chegamos ao fim dessa missão, o que nos resta é voltarmos ao nosso Criador. É por isso que o salmista insiste que nossa alma, isto é, o mais íntimo do nosso ser, tem sede de Deus.
Nossa alma anseia por cumprir sua missão. Primeiro, por cumprir a finalidade para qual foi criada; depois, para poder estar na "casa do Pai", na presença d'Ele. Vamos exemplificar isso com a seguinte metáfora: Um jovem foi enviado por seu pai a uma terra distante para resolver assuntos de interesse de sua família. Ele foi sem data para retornar, pois não se previa o tempo que levaria para resolver esses problemas. Fez suas malas levando em conta o tempo e as circunstâncias pelas quais iria passar. Como não sabia quantos dias iria ficar nessa terra distante, levou fotografias dos entes queridos, os números de seus telefones e, até mesmo, um notebook para poder se comunicar com eles. Ao chegar a seu destino, foi logo se ocupar de sua missão. Os dias foram se passando e a saudade chegando. Ele usou de seus recursos para manter contato com a família.
A cada contato, acontecia-lhe algo estranho: assim que falava ou via a fotografia de alguém sentia uma emoção forte e certo alívio, mas, assim que o contato se interrompia – afinal havia uma missão a ser cumprida e precisava da presença dele – ele sentia, em seu peito, um aperto imenso e uma vontade louca de voltar à presença deles.
O tempo passou e, finalmente, o jovem cumpriu sua missão. No mesmo instante, preparou-se para voltar. E como demorou a volta! No caminho, foi recordando cada detalhe de sua casa, de sua família e, principalmente, de seu pai. Ao chegar à porta de casa, largou, ali mesmo, sua bagagem e correu para dentro a fim de abraçar o pai e os demais familiares. Percorreu toda a casa, entrou em seu quarto, esticou-se em sua cama e pensou: "Missão cumprida! Estou de volta à casa de meu pai".
O contato que temos com Deus, seja na Eucaristia, seja na oração ou por meio dos sacramentos, faz com que aliviemos a saudade d’Ele, mas não nos completa. Essa sensação de "completo" só teremos após o encontro definitivo com o nosso Criador.
Que nossa alma nunca se esqueça de onde veio e para onde deve voltar; que ela anseie, cada vez mais, pelo Deus vivo! Enquanto não podemos abraçá-Lo, vamos visitá-Lo no Sacrário, pois nosso Criador também tem saudade de nós e nos espera ansioso. Lembre-se: há uma missão a ser cumprida.

domingo, 28 de setembro de 2008

O Filho do Homem vai ser entregue


Diante de tanta gente que procurava Jesus por causa das coisas que fazia e das palavras que saiam da sua boca, Ele adverte aos seus discípulos que não ficassem com os olhos e as mentes na admiração e não se deixam levar pela correneza do povo que à Ele fluia.


Aquele que o povo procura ver, apesar de ser o Filho do Homem, portanto, o Filho do dono de tudo quanto existe, vai morrer.


Cristo insiste em anunciar a Sua Paixão e Morte. Primeiro veladamente à multidão, e depois com mais clareza aos discípulos no Evangelho de hoje. Estes, porém, não entendem as Suas palavras, não porque não sejam claras, mas pela falta das disposições adequadas.


Talvez tu também te choges. Como é possível o Filho do dono da vida morrer? Se isso tiver de acontecer contigo é sinal de que ainda não chegou para ti o entendimento pleno do mistério do sofrimento, o significado da cruz. E então deves escutar o comentário de São João Crisóstomo: Ninguém se escandalize ao contemplar uns Apóstolos tão imperfeitos, porque ainda não tinha chegado a Cruz nem tinha sido dado o Espírito Santo.


É preciso que o Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens para que nós tenhamos a vida e vida em plenitude. E quem no-lo confirma é o Próprio Jesus: se o grao de trigo caido na terra não morre, permanece só. Mas se morre dá muito fruto. Permita que te diga meu irmão, a vida autêntica vai ser entregue nas mãos dos homens. Para que os homens a possuiam. Pois na lógica humana só é vivo quem tem a vida e para nós a termos era necessário que alquém no-la desse. E então justifica-se a entrega da vida de Jesus aos homens. No Evangelho segundo João 10,10 Jesus diz: eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. Como a teriamos e plenitude se Ele não morresse na cruz?


Senhor dá-me a graça de entender que a vida autêntica de fé e de missão é entrega e doação plena como vós mesmo fizestes. Que eu seja um dom, uma doação para os meus irmãos e irmãs.


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Assembléia Paroquial


No dia 18 de setembro aconteceu a Assembléia Paroquial da Paróquia Jesus de Nazaré. Participaram deste evento; coordenadores e membros das pastorais, dos movimentos, dos ministérios e do Conselho Administrativo Paroquial (CAP).

Foi apresentado aos membros da assembléia o organograma da paróquia, os estatutos do Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) e do CAP. Foram também apresentados os novos coordenadores dos grupos e as pastorais recém-criadas. Foram também tratados assuntos referentes a infra-estrutura e funcionamento da paróquia. No próximo dia 23 de setembro(terça-feira) irão se reunir os membros da pastoral da comunicação, da liturgia e do cântico litúrgico para encaminhamento das suas respectivas atividades.

Dona Canô; 101 anos



No dia 16 de setembro, Dona Canô completou 101 anos. O aniversário da matriarca dos Velosos foi comemorado com uma missa celebrada na Igreja Matriz de Santo Amaro da Purificação. Após a celebração, ela ofereceu em sua residência um caruru para quinhentos convidados. O serviço de bifet e decoração foi cuidadosamente coordenado pelos nossos paroquianos Júlio e Dôra.

Primeira Comunhão






Foto: Nelson Carneiro, Tel.: (71) 3240-5119 - (71) 9121-3535, E-mail: nelson.carneiro@hotmail.com



Fotos da Primeira Comunhão realizada na Paróquia Jesus de Nazaré, no dia 31 de agosto.

Celebramos o dia do catequista


No dia 31 de agosto, o dia do catequista foi celebrado em nossa comunidade, durante a celebração da missa de primeira comunhão. Na ocasião as catequistas renovaram o compromisso e a fidelidade á Cristo e a Igreja.