domingo, 31 de janeiro de 2010

Cáritas Brasileira já arrecadou mais de R$ 1 milhão para o Haiti


Equipe de Cáritas, provenientes de várias partes do mundo, iniciou os trabalhos de planejamento junto à Cáritas Haiti em Porto Príncipe. O objetivo foi conhecer a estrutura que a Cáritas haitiana ainda tinha para implementar a “chamada imediata de emergência” de maneira que assegure a ajuda humanitária de forma qualitativa. De acordo com Hector Hanashiro, coordenador de emergências da Cáritas para a América Latina e o Caribe, todas as pessoas que trabalharão como voluntárias ou contratadas deverão ter o acompanhamento direto do pessoal da Cáritas Haiti equivalente à função.
Técnicos em saúde, logística, distribuição, saneamento e água estão sendo solicitados às Cáritas de todo o mundo para compor a equipe no Haiti. Contadores também se integrarão aos profissionais requisitados para que “se possa assegurar, desde o princípio, a responsabilidade e a transparência financeira com as doações enviadas”. “É importante esclarecer que os fundos arrecadados serão utilizados para oferecer uma resposta de alta qualidade, sob os requisitos dos doadores e do sistema interno da Cáritas Haiti, que já está definindo estes detalhes”, disse Hanashiro em comunicado à Cáritas Brasileira.
Faça também o seu gesto de solidariedade! Doe!
As doações em dinheiro podem ser feitas nas seguintes contas bancárias:

- Banco do Brasil - Agência: 3475-4; Conta Corrente: 23.969-0;
- Caixa Econômica Federal - OP: 003; Agência:1041;
Conta Corrente: 1132-1;
- Banco Bradesco - Agência: 0606 ; Conta Corrente: 70.000-2.
CNPJ da Cáritas Brasileira: 33.654.419/0001-16

As necessidades urgentes, segundo Hanashiro, continuam sendo alimentação, saúde, água potável, saneamento e abrigos. Há ainda problemas com grupos importantes de mulheres grávidas, crianças órfãs, famílias com algum desaparecido ou ferido que foi enviado a outras localidades, incluindo hospitais na República Dominicana. “Dada a quebra da economia haitiana, é imperativo gerar imediatamente formas de trabalho temporário e, em longo prazo, emprego sustentável”, alertou ele.
Os recursos serão destinados às ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo haitiano. Só no Brasil, através da Cáritas Brasileira, já foram arrecadados R$ 1.331.717,00. Deste total, R$ 500 mil já foram enviados na última semana.
A previsão da Cáritas Internationalis é que, em dois meses, 200 mil pessoas tenham sido ajudadas no Haiti com as doações de Cáritas.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira: imprensa@caritas.org.br
José Magalhães, assessor da Cáritas Brasileira
Telefones: + 55 61 3214 5400/5429 ou + 55 61 81319639

Haiti: Núncio apostólico fala sobre suas esperanças


Da Redação, com Rádio Vaticano


O último balanço divulgado prevê cerca de 170 mil mortos e mais de 800 mil desabrigados no Haiti.
Passadas mais de duas semanas do terremoto que devastou boa parte do país, o futuro está agora ligado aos planos de reconstrução. O Núncio Apostólico no país, Dom Bernardito Auza, sublinha as próprias esperanças:
"Coordenar os socorros num cenário complexo e dramático como o do Haiti é um desafio comprometedor e difícil, mas alimentado pela certeza de que a situação melhora dia após dia". É com essa convicção que Dom Auza procura colorir de esperança páginas de dor e devastação. No seu emocionante testemunho, publicado pela agência de notícias SIR, não faltam boas notícias.
O núncio recorda, em particular, que foram encontrados alguns seminaristas, supostamente dados como mortos devido ao terremoto. A Caritas, nos seus diversos componentes, constitui um ponto de referência "forte e inegável" para a distribuição das ajudas. Nas próximas semanas, os auxílios deveriam chegar a 200 mil pessoas.
Dom Bernardito Auza também destaca que, apesar de todas as críticas – algumas com fundamento, outras derivadas do não conhecimento da realidade do Haiti –, é preciso reconhecer o imenso e precioso trabalho realizado pela comunidade internacional. O conselho do Núncio nesta etapa sucessiva à fase de emergência inicial é que seja enviado dinheiro e não ajuda material. O risco é que os custos de transporte se tornem mais elevados do que o valor da ajuda mesma.
O prelado recorda que a Igreja Católica pagou um alto preço, não só em termos de vidas humanas. Ele faz um apelo em prol da reconstrução da catedral de Porto Príncipe, de igrejas, casas paroquiais, seminários, escolas e casas de formação. O representante pontifício não esconde o temor de que o mundo se esqueça novamente do Haiti depois que os refletores se apagarem.
A esperança é que a assistência internacional seja a longo prazo. "Somente uma estratégia de reconstrução semelhante ao Plano Marshall poderá fazer com que o Haiti saia do subdesenvolvimento e evite que o país se torne ainda mais pobre do que antes", concluiu.
Segundo o Organismo da ONU para a Agricultura e a Alimentação (FAO), é necessário um investimento de pelo menos 700 milhões de dólares no setor agrícola. Com base em estimativas da ONU, devem ser reconstruídos 70% da capital Porto Príncipe. O presidente do Haiti, René Preval, anunciou que a capital será reerguida em outra área do país, onde não poderá ser danificada por eventuais terremotos.
Enquanto isso, o Haiti tenta retornar à normalidade, com a reabertura de algumas escolas presentes na capital do país nesta segunda-feira, 1º de fevereiro.



Justiça não exclui a caridade, diz Papa a tribunal eclesiástico


Da Redação, com Rádio Vaticano

"Todos os que atuam no campo do direito deve ser guiados pela justiça", disse o Papa Bento XVI nesta sexta-feira, 29, aos membros do Tribunal da Rota Romana, para dar início ao Ano Judiciário, no Vaticano.
O Papa disse que mesmo "o juiz, que deseja ser justo, experimenta uma grave responsabilidade diante de Deus e dos homens (...), e os advogados, devem evitar cuidadosamente assumir o patrocínio de causas que, segundo a sua consciência, não sejam objetivamente sustentáveis".
Tendo como pano de fundo a sua Encíclica "Caritas in veritate", Bento XVI teceu diversas considerações aprofundando as relações entre justiça, caridade e verdade, começando por chamar a atenção para a tendência, "difusa e radicada", de contrapor a justiça à caridade, como se uma excluísse a outra. Desvaloriza-se assim, por vezes, o Direito Canônico, como se fosse mero instrumento técnico ao serviço de qualquer interesse subjetivo, mesmo não assente na verdade. Ora, qualquer que seja a situação, o processo e a sentença estão de algum modo fundamentalmente ligados à justiça, ao seu serviço.
A abordagem das pessoas (envolvidas num processo canônico) deve, portanto, ter presente o caso concreto, até para ajudar as partes, com delicadeza e solicitude, no contato com o competente tribunal. Por outro lado, "nunca se esqueça que qualquer obra de autêntica caridade compreende a indispensável referência à justiça", observou o Papa.
Por outro lado, prosseguiu Bento XVI, a ação de quem administra a justiça não pode prescindir da caridade. "O amor para com Deus e para com o próximo deve modelar cada atividade, mesmo a que aparentemente é mais técnica e burocrática. O olhar e a medida da caridade ajudarão a não esquecer que se está sempre diante de pessoas marcadas por problemas e sofrimentos".
"Quem ama com caridade os outros é antes de mais justo com eles. Não só a justiça não é alheia à caridade, não só não é uma via alternativa ou paralela à caridade: a justiça é inseparável da caridade, intrínseca a ela. Caridade sem justiça não é caridade, mas mera contrafacção, porque a própria caridade requer aquela objetividade típica da justiça, que não há que confundir com frieza desumana".
Neste contexto, o Papa citou o seu predecessor João Paulo II, que falando, há 20 anos, das relações entre pastoral e direito, advertia os juízes quanto ao "risco de uma compaixão mal entendida que caísse em sentimentalismo". Só aparentemente seria pastoral.
"Há que não se dar ouvidos aos apelos de pseudopastorais que colocam as questões num plano meramente horizontal, no qual a única coisa que conta é satisfazer as solicitações subjetivas, para chegar a todo o custo à declaração de nulidade, para superar, nomeadamente, os obstáculos à recepção dos sacramentos da Penitência e da Eucaristia".
Ora – considerou Bento XVI – "o altíssimo bem da readmissão à Comunhão Eucarística depois da reconciliação sacramental exige que se considere o autêntico bem das pessoas, que não se pode separar da verdade da sua situação canônica. Seria um bem fictício, e uma grande falta de justiça e de amor, aplanar-lhes de um modo qualquer o caminho para a recepção dos sacramentos, com o risco de as fazer viver em contraste objetivo com a verdade da sua condição pessoal".
“Defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e insubstituíveis de caridade. Esta compraz-se com a verdade. Só na verdade se pode viver autenticamente a caridade. Sem verdade a caridade descamba em sentimentalismo. O amor torna-se uma casca vazia, a encher arbitrariamente. É o fatal risco do amor numa cultura sem verdade. Acaba por ficar abandonado às emoções e opiniões contingentes dos sujeitos, palavra abusada e distorcida, acabando por significar o contrário".









O poder das palavras


Gabriel Chalita


Queria falar para você sobre o poder da palavra. A palavra do amor, exercitada no cotidiano. Há palavras de amor como: "Seja bem-vindo!"; "Estava com saudade"; "Te amo tanto!"; "Que bom que você está aqui!"... São pequenas palavras de amor, mas que têm o poder de fazer as pessoas melhores.
Palavras de amor na relação entre pais e filhos. Como os jovens e crianças estão carentes dessas palavras; os filhos aprendem com os pais as palavras amorosas, com a pessoa que trabalham em casa, com as gentilezas.
A palavra tem o poder de fazer uma pessoa acreditar nela mesma, fazendo-a recuperar a alegria.
Há também palavras de desamor, as quais são um veneno e trazem a maldição para vida das pessoas.
A palavra que tem poder quando usada com amor também destrói quando é usada com desamor, dizemos coisas que destroem as pessoas. Há palavras de desamor como: "Você não serve para nada!", "Não te perdoo!"; "Eu te odeio!"...
Em alguns lugares é fácil dizer palavras de amor, especialmente quando se deseja impressionar; o desafio é encher-se de palavras de amor e levá-las para os lugares que você vive a maior parte do seu tempo, como o trabalho. Todos os dias você tem o poder de destruir e de construir as pessoas.
Outro tipo de palavra é a palavra de indiferença, que não é nem palavra de amor e nem desamor. Muits vezes, você trabalha em um consultório médico, as pessoas chegam preocupadas e você é indiferente. Cristão não pode ser indiferente! Este é o mal do século, porque as pessoas estão transformando tudo em "Eu", tudo é "Para mim...".
Não existe filho de Deus de segunda categoria; você é filho de Deus de primeira categoria! Você não é pequeno, nem incapaz, mesmo que pessoas tenham dito palavras de desamor para você.
Todos nós somos carentes e não precisamos de palavras de desamor, precisamos de palavras de amor. Dentro de nós, muitas vezes, há uma grande tempestade, mas do meio dessa agitação vem Jesus nos falar palavras de amor. Deus nos cerca com palavras amorosas. Por isso, não use palavras de desamor e de indiferença.
Permita-se ser um espelho de amor, transborde-o [amor] com gestos e palavras; mas para isso você precisa sentir o amor maior, que é o amor de Deus.
Falando sobre o poder da palavra, pegando este mesmo conceito "palavra de amor, de desamor e de indiferença", um grego diz que devemos pensar em três palavras antes dizer algo:
Credibilidade: se eu for um mentiroso as pessoas não vão acreditar em mim. Nós não devemos mentir para ter credibilidade.
Fragilidade: quando uso palavras de amor para chegar ao ponto fraco do outro.
Todos nós temos um ponto fraco, ou seja, o nosso lugar frágil; jamais podemos fazer do ponto fraco do outro motivo de humilhação, pois tudo que humilha o outro não edifica.
Razão: é se preparar para levar a palavra, ter discernimento para saber o que a pessoa precisa ouvir. Pense um pouco na palavra de desamor que você profere: "Não gosto de gente assim!"; "Você não me agrada!"; "Saia daqui!"; "Eu te odeio!"...
Hoje peça aos anjos para retirar de você todas estas palavras negativas e tome mais cuidado com o que vai dizer.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Alegremos-nos!



Noite de natal, e eu não escrevi nenhuma mesagem para os meus paroquianos. Lembrei-me de  um lindo poema de Vinicius de Moraes que servirá como mesagem de natal para todos vocês. Afinal, como diz Vinicius, nascemos para lembrar e sermos lembrados. Hoje em especial eu lembrei-me de vocês pra lhes dizer Alegremo-nos! Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade". Peço Deus, em sua infinita bondade, abençoe e encha de paz nossos corações da noite de Natal.

"Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente."

Pe. José Andrade,sjc

Ordenação diaconal de Antonio José pela imposição das mãos de Dom Geraldo Magella no dia 19/12/2009. O novo diácono é paroquiano da Paróquia Jesus de Nazaré e estará a serviço dela.


A alegria de todos após a ordenação era contagiante


Acolhido pela comunidade


Diversas pessoas da comunidade compareceram